Exposição sobre<br>Revolução de Outubro<br>inaugurada no Porto

SOCIALISMO A exposição do PCP evocativa do centenário da Revolução de Outubro, que percorrerá o País, está patente até amanhã, 31, na Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal no Porto.

A exposição afirma a vitalidade e validade do socialismo

Numa iniciativa da Organização Regional do Porto do PCP em que participaram várias dezenas de comunistas e centenas de outros visitantes, a exposição foi inaugurada no dia 25. Foram já muitos os que a visitaram e muitos mais o podem ainda fazer até amanhã, no horário de funcionamento da biblioteca.

Na inauguração participaram Jaime Toga e Paulo Raimundo, respectivamente membros da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central. Este último, na sua intervenção, considerou a Revolução Socialista de Outubro o «acontecimento maior da Humanidade», que iniciou uma época nova, a época da passagem do capitalismo ao socialismo, depois de milénios marcados pela exploração do homem pelo homem e de «importantes experiências e tentativas revolucionárias onde os explorados tinham procurado tomar nas mãos o seu destino».

Para Paulo Raimundo, a construção do socialismo constituiu um «gigantesco empreendimento, que transformou a velha e atrasada Rússia czarista num país altamente desenvolvido, capaz de fazer frente ao imperialismo e de concretizar as aspirações e sonhos dos trabalhadores, dos explorados, dos oprimidos e dos discriminados». Após referir-se ao impacto da Revolução de Outubro em Portugal e no mundo, reafirmou que «a História não chegou ao fim» e que «será pelas mãos dos trabalhadores e do povo que essa mesma História será escrita».

Valores perenes

Inserida no seu programa de comemorações do centenário da Revolução de Outubro, a exposição produzida pelo PCP, que percorrerá diversos pontos do País, é constituída por 15 painéis. Nela expõe-se os ideais e valores da Revolução de Outubro, a sua validade e actualidade e o projecto de democracia e socialismo que o PCP aponta para Portugal.

Na exposição é valorizado o extraordinário processo de transformação, emancipação e progresso social que a Revolução de Outubro representou, ao mesmo tempo que se destaca os notáveis avanços, conquistas e realizações que proporcionou, nos planos político, económico, social, cultural e nacional. O papel determinante e decisivo da União Soviética na derrota do nazi-fascismo e no desenvolvimento de um clima de paz, solidariedade e amizade entre os povos, que abriu caminho a uma nova ordem mundial que viria a ser plasmada na Carta da ONU, é também sublinhado.

As transformações negativas para os trabalhadores e os povos de todo o mundo na sequência das derrotas do socialismo no final do século XX e do desaparecimento da URSS também são realçadas, ao mesmo tempo que é denunciada a natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora do capitalismo. A exposição reafirma o socialismo como exigência da actualidade e do futuro.




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